Finanças Pessoais

Problemas com as finanças pessoais são muito comuns, principalmente porque não temos uma cultura financeira desenvolvida, e em geral, gostamos de gastar mais do que ganhamos. A facilidade na obtenção de crédito, a falta de conhecimento financeiro básico e a ânsia das empresas por vendas são os principais fatores que causam esses problemas.

A gestão das Finanças Pessoais, em casos críticos, pode ser resumida em 3 diretrizes principais:

´ A utilização do crédito rotativo do cartão de crédito (quando o valor total da fatura não é pago) pode gerar juros em torno de 15% ao mês (texto escrito em set/2013), o que é equivalente ao absurdo de 435% ao ano (faça o cálculo de taxas equivalentes para comprovar este resultado). O cheque especial, que é o crédito vinculado à conta corrente, tem juros em torno de 10% ao mês, o que é equivalente ao também absurdo de 214% ao ano. Os empréstimos consignados, feitos por aposentados ou funcionários públicos, têm taxas em torno de 2% ao mês, o que é equivalente a 27% ao ano, ainda alto.

Para ilustrar, vamos supor que uma pessoa utilize R$ 5.000,00 no crédito rotativo do cartão de crédito e outra toma emprestado o mesmo valor, mas com crédito consignado. Veja abaixo os cálculos.

Fica clara, portanto, a importância de trocar dívidas caras por dívidas baratas, utilizando as opções disponíveis, como empréstimos consignados, com garantias ou penhoras, entre outras opções.

Com relação à segunda diretriz, a opção de parcelar as dívidas com credores é muito utilizada na prática, pois os próprios credores sabem que se não for feito o parcelamento, dificilmente receberão o valor devido. Muitas vezes os credores contratam firmas especializadas em cobrança, que oferecem propostas vantajosas, inclusive diminuindo o valor total da dívida, além de propor o parcelamento.

Uma regra geral, que vale para a maioria das pessoas, para evitar problemas com endividamento é não comprometer mais que 30% da renda com dívidas e parcelamentos de dívidas.

As duas primeiras diretrizes focam o passado, com o objetivo de "limpar a sujeira" já feita. A terceira olha para o futuro, para que o problema não se agrave, e mais do que isso, se resolva. Com o orçamento, vemos antecipadamente o que se pode gastar, de modo que o limite orçamentário seja respeitado.

Se o salário é R$ 2.000,00 ao mês, então não se pode gastar mais do que R$ 2.000,00. Além disso, os gastos são agrupados em categorias (moradia, transporte, alimentação, entretenimento...), o que permite ter uma visão clara deles e tomar melhores decisões caso sejam necessários cortes.

O orçamento previsto é então comparado com os gastos reais e os ajustes vão sendo feitos com melhores informações. O orçamento "ilumina" o caminho financeiro, permitindo que vejamos possíveis problemas com antecedência e não sejamos pegos de surpresa.